
Época de construção
Séculos XII / XVIII / XIX
Classificação
Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 41 191, DG, 1.ª série, n.º 162 de 18 julho 1957
Localização
Descrição
Terá sido mandado construir por D. Afonso Henriques no século XII, para defesa da linha do Tejo, aquando da reconquista cristã.
A primeira referência documental ao castelo data de 1173, quando D. Afonso Henriques faz a sua doação à Ordem de Santiago.
Mantém uma grande importância estratégica e militar ao longo de toda a História de Portugal, sobretudo a partir do século XVIII, altura em que o castelo assume a sua configuração de fortaleza.
É alvo de sucessivas alterações, para se adaptar às necessidades da guerra.
Hoje, a fortaleza é o resultado de todas essas modificações.
Galeria de imagens






A Igreja de Santa Maria do Castelo acolhe o Panteão dos Almeida. Foi templo pré-existente que, em 1385, D. Nuno Álvares Pereira e D. João I decidiram defrontar os Castelhanos na que viria a ser a Batalha de Aljubarrota.
D. Diogo de Almeida, alcaide-mor, reconstruiu a igreja no século XV e transformou-a em panteão. O seu túmulo, assim como o de D. Lopo, 1º Conde de Abrantes, e de D. João de Almeida inspiram-se nos túmulos da Capela do Fundador do Mosteiro da Batalha. Constituem património relevante os azulejos, os vestígios de frescos e a moldura do políptico manuelino.
Transformado em Museu Regional D- Lopo de Almeida em 1921, 100 anos depois foi musealizado como Panteão dos Almeida.


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Jardim amplo e de grande beleza, datado da década de 80 do século XIX. Daqui poderá observar uma bonita paisagem sobre a cidade e sobre o rio Tejo. Destaque para os recantos floridos cheios de romantismo e para o pequeno algo com cisnes.
Abrantes ficou conhecida como a “Cidade Florida”, para o que contribui a beleza das placas ajardinadas no seu Jardim do Castelo.






Monumento Bernardo de Faria e Silva

Na pedra pode-se ler:
Por iniciativa dos oficiais do Curso de Artilharia de campanha de 1914-16 e por subscrição entre oficiais de artilharia a que Sua Excelência o Ministro da Guerra prestou o seu concurso foi este padrão erigido à memória do General Bernardo de Faria e Silva que pelas suas auras virtudes militares deve ser recordado como exemplo a todos os artilheiros.
No Outeiro de São Pedro existe um monumento em honra de D. Nuno Álvares Pereira, nobre e condestável português do século XIV. Inaugurado em 1968, é da autoria do escultor António Lagoa Henriques. Segundo a tradição, Nuno Álvares Pereira teria aqui acampado com o seu exército antes de partir para a Batalha de Aljubarrota.
O Conselho de Guerra que decidiu defrontar os Castelhanos, em 1385, decorreu em Abrantes, na Igreja de Santa Maria do Castelo.


Foi mandado edificar por Diogo Fernandes de Almeida, alcaide-mor do castelo, no século XV, que o encostou ao lado poente da muralha, a qual foi dotada de cinco imponentes torreões. No século XVIII, o 1º Marquês de Abrantes, D. Rodrigo de Almeida e Menezes, procedeu à sua reconstrução, enobrecendo-o.
Em 1798, o palácio albergou as tropas de Legião do Marquês de Alorna, tendo sofrido profundas transformações. Nos séculos XIX e XX, o espaço foi sucessivamente adaptado, com o objetivo de albergar várias unidades militares.







Segundo a lenda, terá sido nesta pedra, então colocada em frente à Igreja de São João Baptista, que D. João I, em 1385, depois de ouvir missa, se terá apoiado para subir e para o seu cavalo, antes de partir para a Batalha de Aljubarrota.
Era uma porta secundária, dissimulada nas muralhas de um castelo ou fortaleza, que permitia a quem ocupava o espaço fortificado sair ou entrar sem atrair as atenções. Na fortaleza abrantina, a atual porta da traição terá sido aberta tardiamente, na campanha de obras de 1663/64, sob direção do arquiteto Mateus do Couto.
Em 1810, esta porta foi fechada, para edificação de um paiol, sendo ainda visíveis as ruínas da sua parede exterior, bem como os orifícios para circulação de ar. A parte inferior do paiol era usada para o armazenamento de munições e tinha uma cobertura de sete ou oito palmos de terra sobre vigas de pinho. Destas vigas de pinho foram encontrados vestígios na campanha de escavações arqueológicas de 2016. Sobre esta estrutura estavam colocadas peças de artilharia.



A Torre de Menagem do Castelo de Abrantes constitui uma belíssima panorâmica de 360º pela região. Deste ponto mais alto da colina em que se implantou Abrantes, nos dias de céu limpo, é possível ter uma vista desafogada de cerca 80 km, contemplando-se paisagens sobre o Tejo, a lezíria e a charneca alentejana e as serras da Beira
Esta estrutura, com planta quadrangular, invulgarmente localizada no centro da praça de armas, foi mandada construir por D. Dinis em 1300. E compunha-se originalmente por três pavimentos, tendo os dois superiores ruído no terremoto de 1531. As suas feições foram descaracterizadas por obras promovidas no século XIX.





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