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Viajando por Portugal

Pelos caminhos de Portugal, vi tanta coisa linda, vi coisa sem igual.

Aqueduto das Águas Livres

José Torres
26.02.2026

Época de construção

Séculos XVIII / XIX

Classificação

Monumento Nacional, Decreto 16-06-1910, DG, 1.ª série, n.º 136 de 23 junho 1910 (Aqueduto – troço e Mãe de Água das Amoreiras) / Decreto n.º 5 DR, 1.ª série-B, n.º 42 de 19 fevereiro 2002 *1 / ZEP, Portaria nº 1092/95, DR n.º 206 de 06 setembro 1995 (troço entre Campolide e a Avenida Engenheiro Duarte Pacheco) / Portaria n.º 1099/95, DR n.º 207 de 07 setembro 1995 (troço das Amoreiras)

Localização

CC da Quintinha 6, 1070-225 Lisboa

Descrição

O Aqueduto das Águas Livres, considerado o último grande aqueduto clássico a ser erguido em todo o mundo, é uma estrutura hidráulica de grande extensão, edificado entre 1731 e 1799 por encomenda do Rei de Portugal, D. João V.

Construído em cantaria e em alvenaria de calcário, proveniente da grande Lisboa, este aqueduto carateriza-se por uma arquitetura infraestrutural barroca e desenvolve-se através de um troço principal com cerca de 14 Km de comprimento, denominado Aqueduto Central, que compreende uma extensão de cerca de 32 Km de aquedutos secundários fora de Lisboa e 12 Km de galerias de adução para chafarizes em Lisboa que perfazem, em conjunto, uma rede total de cerca de 38 Km.

O sistema de captação e transporte de água deste aqueduto atravessa cinco concelhos de Portugal: Sintra, Odivelas, Amadora, Oeiras e Lisboa, e está enquadrado em meio rural e meio urbano. O percurso do aqueduto inicia-se na nascente da Mãe d’Água Velha, no concelho de Sintra, onde coabita com campos de cultivo e pinhal. Ao longo do trajeto, atravessa zonas urbanas, estando envolvido por prédios e vias públicas, numa determinada área está alinhado com a linha ferroviária e termina em Lisboa, no Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras.

O aqueduto das Águas Livres era alimentado por 58 nascentes de água, situadas nos vários concelhos atravessados pela infraestrutura hidráulica. No decorrer do seu trajeto, a água era transportada à superfície ou de forma subterrâneas, tanto por ação da gravidade, com através do princípio dos vasos comunicantes.

Quando atravessa vales mais profundos como os de Carenque, Reboleira e Damaia, no concelho da Amadora, ou o de Alcântara no concelho de Lisboa, a estrutura hidráulica apresenta uma arcaria de volta perfeita, adaptada à circunstância geológica, em arco abatido ou em arco quebrado, como é exemplo conjunto de trinta e cinco arcos construídos sobre o vale de Alcântara, em Liisboa.

Como aceder ao Aqueduto das Águas Livres?

Para podermos caminhar sobre o Aqueduto das Águas Livres e apreciar tudo aquilo que o mesmo nos proporciona, devemos aceder à entrada do Museu da Água situada na rua CC da Quintinha 6, 1070-225 Lisboa.

Galeria de imagens com o jardim do Museu da Água

Galeria de imagens da caminhada sobre o Aqueduto das Águas Livres

Galeria deimagens com a visão exterior do aqueduto

Para mais informações clica aqui ou lê o código QR ao lado.

  • Câmara Municipal de Abrantes

    Trata-se de um edifício com construção inicial no século XVI e que foi objecto de alterações posteriores nos séculos XVII, XVIII e XX.

  • Museu Ibérico de Arqueologia e Arte

    O recém inaugurado Museu Ibérico de Arte e Arqueologia de Abrantes onde a preservação e divulgação de um valioso espólio arqueológico, baseado em peças anteriores à fundação de Portugal, está na origem da criação deste museu .

  • Castelo de Abrantes

    Terá sido mandado construir por D. Afonso Henriques no século XII, para defesa da linha do Tejo, aquando da reconquista cristã.

  • Capela de Sant’Ana

    Sabe-se que já existia em 17 de junho de 1496. No século XVIII, foi alvo de obras de remodelação, promovidas pelo Cónego da Sé da Guarda.

  • Biblioteca Municipal António Botto

    Projeto arquitetónico de Duarte Castelo Branco, que transformou uma parte do antigo Convento de S. Domingos, num espaço de informação, cultura e educação permanente.

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