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Viajando por Portugal

Pelos caminhos de Portugal, vi tanta coisa linda, vi coisa sem igual.

Aqueduto dos Pegões

José Torres
20.02.2026

Época de construção

Séculos XVI / XVII

Classificação

Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG, 1.ª série, n.º 136 de 23 junho 1910 / ZEP / Zona “non aedificandi”, Portaria n.º 328/79, DR, 1.ª série, n.º 155 de 07 julho 1979 (Troço dos Pegões)

Localização

Vale dos Pegões, 2305-203 Tomar

Descrição

O Aqueduto do Convento de Cristo, também conhecido como Aqueduto dos Pegões Altos, em Tomar, foi mandado construir por Filipe I, com o objetivo de abastecer de água o Convento de Cristo. O projeto deste aqueduto foi realizado em 1584 pelo conceituado Filipe Terzi, arquiteto-mor do Reino, tendo os trabalhos começado apenas no ano de 1593. Depois da morte de Filipe Terzi, a direção da obra ficou a cargo do arquiteto Pedro Fernandes de Torres.

A conclusão da primeira fase dos trabalhos acontece em 1614 e contou com a presença do rei Filipe II, que se deslocou a Portugal e inaugurou a obra, de acordo com a inscrição gravada no monumento. Esta primeira fase conduziu as águas até um reservatório que retinha a água, situado na área da Cerca do Convento. Foi só mais tarde, em 1616, sob a direção do arquiteto Diogo Marques Lucas, que se procedeu à finalização da obra, em que a canalização foi prolongada até ao edifício do Convento, chegando até aos lavatórios dos dormitórios em 1617 e alcançando a fonte do claustro principal em 1619, data efetiva de conclusão do empreendimento.

O Aqueduto estende-se ao longo de cerca de seis quilómetros, fazendo a ligação da água a partir de quatro nascentes situadas nos arredores da cidade de Tomar, no lugar de Pegões, até ao Convento de Cristo. É composto por um total de 180 arcos de volta perfeita e representa uma das mais importantes obras públicas do século XVII, em Portugal.

É constituído por arcaria simples e por duas camadas de arcos sobrepostos na zona de maior declive, precisamente sobre o vale de Pegões, onde chega a atingir uma altura de 30 metros.

Nos extremos apresenta casas abobadas, que, têm no centro, uma larga pia destinada à decantação da água.

É esta estrutura que lhe confere toda a sua magnificência e beleza, sendo um dos mais imponentes aquedutos portugueses. 

Galeria de imagens

Para mais informações clica aqui ou lê o código QR ao lado.

  • Câmara Municipal de Abrantes

    Trata-se de um edifício com construção inicial no século XVI e que foi objecto de alterações posteriores nos séculos XVII, XVIII e XX.

  • Museu Ibérico de Arqueologia e Arte

    O recém inaugurado Museu Ibérico de Arte e Arqueologia de Abrantes onde a preservação e divulgação de um valioso espólio arqueológico, baseado em peças anteriores à fundação de Portugal, está na origem da criação deste museu .

  • Castelo de Abrantes

    Terá sido mandado construir por D. Afonso Henriques no século XII, para defesa da linha do Tejo, aquando da reconquista cristã.

  • Capela de Sant’Ana

    Sabe-se que já existia em 17 de junho de 1496. No século XVIII, foi alvo de obras de remodelação, promovidas pelo Cónego da Sé da Guarda.

  • Biblioteca Municipal António Botto

    Projeto arquitetónico de Duarte Castelo Branco, que transformou uma parte do antigo Convento de S. Domingos, num espaço de informação, cultura e educação permanente.

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