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Viajando por Portugal

Pelos caminhos de Portugal, vi tanta coisa linda, vi coisa sem igual.

As portas das Muralhas Medievais de Viana do Castelo

José Torres
05.10.2022

Tempos houve em que a vila de Viana foi uma povoação amuralhada para melhor proteção dos seus habitantes.

A muralha, que ficou concluída no ano de 1374, apresentava um perímetro ovalóide de 1685 metros, tinha 10 metros de altura e 2,20 metros de espessura. O acesso ao seu interior fazia-se através de quatro portas (Porta da Ribeira, Porta de Santiago, Porta do Postigo e Porta da Piedade) situadas nas extremidades dos dois principais arruamentos do núcleo medieval, que se cruzavam perpendicularmente.

Porta da Piedade

Localização

R. Gago Coutinho

Descrição

A saída da vila para o arrabalde oriental era a mais importante, por aqui se situar a antiga igreja paroquial e aí ter sido o cemitério da vila até ao século XIX.

Chamou-se, ao princípio, “Porta das Atafonas”, por junto a ela existirem moinhos desse tipo (de tração animal).

Dedicada a S. Pedro, foi assim denominada depois (e o nome ainda ficou ligado a um trecho de arruamento).

Mas foi a denominação “da Piedade” que prevaleceu, porque, por ser a saída da vila para o cemitério, sobre a porta se situava um nicho com a imagem de Nossa Senhora da Piedade (que hoje se encontra na Sé)

Porta da Ribeira

Localização

Rua Grande

Descrição

A planta da vila medieval tinha um eixo maior denominado, por isso, “Rua Grande”, articulada com os arrabaldes. Desta articulação veio o nome a esta porta, porque dava para o arrabalde da Ribeira, parte da cidade ainda assim denominada, onde passaram a domiciliar-se os moradores mais pobres, particularmente os pescadores. Nela se entrava por uma rua de nome intrigante, e ainda hoje usado, a Rua dos Manjovos, que dava para a capela de Santo Homem Bom (dos Alfaiates) e a de Santa Catarina (dos marítimos).

Esta porta, para proteger os que saíam e a vila do que por ela podia entrar, era dedicada a S. João

Porta de Santiago

Localização

Rua Sacadura Cabral

Descrição

O espaço interno da Viana medieval foi organizado à imitação dos “bastides” do sul de França, mas segundo a forma duma oval, com um eixo maior e um eixo menor transversal a ele, orientado da direção Norte-Sul. Atravessavam a vila os peregrinos a caminho de Santiago, saindo dela por esta porta, que, por isso, foi chamada “Porta de Santiago” e ao mesmo tempo que a gíria local lhe chamava “Porta do Campo do Forno” por dar para a Praça, que até meados do século XIX, tinha essa denominação.

Porta do Postigo

Localização

Rua Aurora do Lima

Descrição

Todos os castelos e localidades tinham uma porta destinada ao abastecimento em caso de cerco.

Nos castelos, era uma porta estreita, para se disfarçar, por isso chamada “postigo”, mas também “porta da traição” por só ser conhecida dos sitiados.

Em Viana, ficava o postigo da extremidade sul do eixo menor da oval da vila (antiga Rua da Praça Velha), e dava para o rio donde lhe viria o abastecimento mas onde chegavam também os peregrinos a caminho de Santiago.

Esta porta foi dedicada a S. Crispim, cuja imagem foi colocada num nicho da torre e aí se manteve, mesmo depois que os sapateiros, seus devotos, lhe construíram uma capela própria, à Rua da Bandeira.

Para mais informações clica aqui ou lê o código QR ao lado

  • Fortaleza – Porta do Açouge

    A designada Porta de D. Afonso ou Porta do Açougue corresponde a um dos troços melhor conservados da fortificação medieval de Valença, construída no decurso do século XII.

  • Fortaleza – Capela de Nosso Senhor do Encontro

    A Capela de São Sebastião representava o último do grupo de quatro Passos da Via Sacra de Valença.

  • Aqueduto de Santa Clara

    O Aqueduto de Santa Clara foi projetado para transportar água até ao mosteiro com o mesmo nome.

  • Parque de Lazer do Castelinho

    Se procura o lugar perfeito para as crianças se divertirem e a família viver uma experiência de contemplação da natureza, o Parque de Lazer do Castelinho afirma-se como uma excelente sugestão.

  • Igreja Matriz

    A igreja Matriz tem origem quinhentista, apesar da estrutura atual se dever à reforma do século XVIII e à reedificação de 1881.

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