
Época de construção
Século XVI / XX
Localização
Descrição
A mais antiga referência ao principal poço de Beja, é um acordão camarário datado de 8 de Julho de 1589. Através desse acordão pretendeu-se evitar que os aguadeiros secassem a nascente que abastecia o poço. Diz ele: “Acórdarão e mandarão que por falta de agoa irá ao poço de Aljustrel, nenhum açacal [aguadeiro] que vende agoa irá ao poço d’Aljustrel sob pena de 500 reis”.
Em 1875 foi restaurado assim como o pequeno chafariz que lhe fica defronte. Este arranjo oitocentista denuncia nos seus elementos decorativos um revivalismo renascentista tão ao gosto do século XIX (…)
O chafariz tem na cabeceira uma máscara, possivelmente de um deus alusivo à água, ladeada por vasos em baixo relevo, sobre pedestais.
Acerca do poço de Aljustrel, dizia-se que antigamente as bruxas e os lobisomens se reuniam à meia-noite à sua volta e bailavam até de manhã. O jornal ‘O Bejense’ de 1872, fala-nos de um cristão-novo que confessou ter ido sobre um bode esperar o Messias ao poço de Aljustrel.»
(Joaquim Figueira Mestre, Beja. Olhares sobre a cidade, Câmara Municipal de Beja, 1991, p.127).
Galeria de imagens


Deixe um comentário