

Época de construção
Séculos XIX / XX
Classificação
Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 516/71, DG, 1.ª série, n.º 274 de 22 novembro 1971 / ZEP, Portaria n.º 529/96, DR, 1.ª série-B, n.º 228 de 01 outubro 1996 *1 / Incluído na Zona de Proteção do Castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa (v. IPA.00003128) e na Zona Geral de Proteção da Avenida da Liberdade (v. IPA.00005972)
Localização
Praça Dom Pedro IV, 1200-090 Lisboa
Descrição
Há muito para ver e descobrir na Estação do Rossio, construída para ser a Estação Central, garantindo a ligação às linhas principais dos caminhos-de-ferro portugueses e, mais tarde, também a ligação internacional através do SudExpress.
Inaugurada oficialmente no dia 11 de junho de 1890, a Estação de Lisboa-Rossio, era então denominada Estação da Avenida ou Estação Central.
O projeto do edifício de passageiros e da cobertura das plataformas de embarque numa estrutura em ferro e vidro foi encomendado ao arquiteto José Luís Monteiro, a quem foi imposto a adoção do estilo neomanuelino, revivalismo de um estilo genuinamente nacional. A mestria de Monteiro revela-se na forma como projeta a inserção da estação no meio urbano, resolvendo, através do edifício, o grande desnível existente entre o piso das plataformas e o atual Largo do Regedor.
Realce ainda para o túnel que, com 2.613 metros de extensão, liga o Rossio à Estação de Campolide, o Largo Duque de Cadaval e o conjunto de rampas que vencem o desnível entre este largo e o piso das linhas férreas. A singularidade do conjunto reside, também, no desenho das fachadas. Aliam-se elementos do vocabulário próprio do manuelino – flores, pináculos, platibandas rendilhadas no coroamento das fachadas, esferas armilares e estatuária (El Rei D. Sebastião) – à simbologia ferroviária – o relógio, os medalhões com as efígies de Stephenson, de Fontes Pereira de Melo e do Rei D. Luís, numa composição eclética de pedra, ferro e vidro.
No piso intermédio do edifício localiza-se a Sala do Rei, ex-libris do património ferroviário português, e no piso superior destacam-se, de um lado, os tondos cerâmicos de Lucien Donnat e Rogério Amaral sobre produtos portugueses como a sardinha, cortiça, vinho e faianças, oferecidos pelo Fundo de Fomento de Exportação, em 1958 e, do outro lado, os painéis de azulejos de Lima de Freitas sobre mitos e lendas da cidade de Lisboa (1995).




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