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Viajando por Portugal

Pelos caminhos de Portugal, vi tanta coisa linda, vi coisa sem igual.

Judiaria

José Torres
27.04.2026

Localização

R. do Amparo 3, 6300-035 Guarda

Descrição

Localizado dentro das muralhas da cidade, o antigo bairro judeu existe ainda hoje, perto da Porta D’ El Rei. A comunidade judaica da Guarda foi durante muito tempo uma das mais importantes comunidades judaicas no país, e também uma das mais ancestrais.

A comunidade judaica era muito dinâmica e realizou inúmeros serviços à população, desempenhando as mais variadas profissões: alfaiates, sapateiros, curtidores, ferreiros, tecelões, barbeiros, médicos, cirurgiões, ourives e carpinteiros.

O centro histórico da cidade da Guarda ainda conserva traços do antigo bairro judeu. As casas tinham, em tempos mais remotos, apenas um andar. A partir do século XIV, as casas dos comerciantes tinham duas portas: uma mais ampla que conduzia à loja e uma menor que era a porta da residência. A sinagoga situava-se, inicialmente, num prédio alugado, mas mais tarde foi transferida para um edifício construído de raiz.

A entrada principal do bairro judaico situava-se nas Quatro Quinas, o ponto onde convergem três estradas que se cruzam e formam quatro cantos. A estrada mais ampla conduzia à Porta D’ El Rei, uma das entradas da cidade. Na antiga Rua Nova da Judiaria, hoje Rua do Amparo, ainda encontramos a porta – atualmente uma porta confinada – da casa do guarda, em que o vigia noturno controlava o acesso à cidade, abrindo e fechando a porta. Assim, o bairro judeu foi isolado do resto da cidade, facto que torna evidente a noção de privacidade, cultivada pelos próprios judeus.

A Inquisição e perseguição religiosa ensombraram a tolerância tradicional da Guarda, que se vivia deste a ocupação da cidade, tal como sucedeu noutras cidades. No entanto, na área urbana que compreende o antigo bairro judeu e áreas adjacentes habitados por judeus, e mais tarde por cristãos novos, ainda subsistem marcas de cruzes nas portas – geralmente no lado direito. As cruzes eram um símbolo da cristianização das casas, mas também o testemunho do “mezuzah” que todo judeu deve tocar com a mão direita, enquanto murmura uma oração antes de entrar na casa.

  • Igreja de São Vicente

    Localizada no interior das muralhas medievais e referida nas fontes escritas desde o século XIII, a Igreja de S. Vicente que hoje podemos admirar é uma reconstrução.

  • Parque da cidade

    O Parque Municipal da Guarda é um dos espaços de lazer mais emblemáticos da cidade mais alta.

  • Praça Luís de Camões

    Praça Velha (ou Luís de Camões): praça nobre do centro histórico da cidade.

  • Torre de Menagem

    Atualmente isolada e implantada no alto dos 1056m de altitude, a construção da Torre de Menagem recua ao final do século XIII.

  • Capela de São Pedro

    É uma igreja barroca, cuja aparência externa é bastante simples, que incluem apenas o granito quente sobre as paredes brancas de sua fachada, em estilo português.

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