

Época de construção
Século XVII
Classificação
Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 45/93, DR, 1.ª série-B, n.º 280 de 30 novembro 1993 / Incluído na Zona de Proteção do Castelo de São Jorge e restos das cercas de Lisboa (v. IPA.00003128), na Zona de proteção da Igreja de Santa Luzia (IPA.00003123) e na Zona de Proteção da Igreja Paroquial de Santiago (v. IPA.00003998) / Parcialmente incluído na Zona de Proteção do Palácio de Belmonte (v. IPA.00003134)
Localização
Largo Portas do Sol 2, 1100-411 Lisboa
Descrição
Instalado no Palácio Azurara, edifício datado do século XVII, mas com raízes seiscentistas, foi adquirido em 1947, pelo colecionador e filantropo Ricardo do Espírito Santo Silva para albergar a sua coleção de artes decorativas. A instalação da coleção só se processou após obras de restauro, que puseram a descoberto variados painéis azulejares e, uma torre e vestígios da primitiva muralha de Lisboa, conhecida como Cerca Moura. A fundação, instituída em 1953 inclui, para além do Museu, escolas e oficinas de restauro que contemplam artes e ofícios como o douramento, restauro de azulejo, encadernação e mobiliário.
O Museu-Escola de Artes Decorativas Portuguesas desenvolve-se através de várias salas que refletem os diferentes estilos decorativos dos ambientes senhoriais portugueses, do século XVII ao século XIX. Assim, núcleos museológicos de mobiliário, têxteis, ourivesaria, porcelana, vidros, pintura e azulejo unem-se numa recriação de épocas como a de D. José ou de D. Maria I, em que o azulejo, bem sumptuário por excelência até inícios do século XIX, desempenha um papel de quase omnipresença.
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