0%

Viajando por Portugal

Pelos caminhos de Portugal, vi tanta coisa linda, vi coisa sem igual.

Museu do Carro Elétrico

José Torres
17.05.2026

Ano de construção

1992

Localização

Alameda de Basílio Teles 51, 4050-127 Porto

Descrição

O Museu do Carro Eléctrico preserva a história e o desenvolvimento dos transportes coletivos urbanos sobre carris na cidade do Porto, desde 1871 até à década de 1950. A sua criação resultou da vontade da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto em salvaguardar a memória dos transportes públicos da cidade.

Para além de um conjunto representativo de veículos, o Museu integra artefactos de igual relevância histórica, como equipamentos técnicos, uniformes, títulos de transporte e documentação iconográfica. O acervo inclui ainda peças anteriores e posteriores a este período que, pela sua importância histórica ou documental, contribuem para a compreensão da evolução deste meio de transporte.

A coleção encontra-se organizada em cinco conjuntos, de acordo com a Política de Gestão de Coleções.

As normas e procedimentos pelas quais se regem as ações de conservação das coleções à salvaguarda do museu guiam-se pela Política de Conservação.

Conjunto 1: Coleção de Grande Porte

Integra todos os artefactos cujas dimensões e volumes exigem mecanismos para a sua movimentação, como carros elétricos, automóveis e atrelados.

O que podemos ver?

ATRELADO DE MERCADORIAS Nª 80

Este atrelado era utilizado para o transporte de canastras de peixe desde a lota de Matosinhos até aos mercados do Porto. As canastras de peixe eram colocadas nos estrados de madeira deste atrelado e a cada canastra era cobrado um bilhete, enquanto as peixeiras viajavam no carro elétrico que o rebocava.

Este atrelado terá sido construído em 1932 nas oficinas da Companhia Carris de Ferro do Porto.

AUTOCARRO DAIMLER 23

Símbolo da transição nos transportes públicos do Porto após o resgate da concessão, este autocarro marca o in´+icio da diversificação da oferta do recém-criado Serviço de Transportes Coletivos do Porto (STCP)

Fabricado em Inglaterra e carroçado em Portugal pela DALFA (Ovar), o Daimler CVD6 SD foi um dos primeiros 15 autocarros adquiridos para colmatar as limitações dos carros elétricos, cuja capacidade e flexibilidade já não respondiam ao crescimento urbano e demográfico da cidade.

Com capacidade para 34 passageiros e movido a gasóleo, foi posto ao serviço a partir de abril de 1948, na carreira “C” – Avenida dos Aliados – Carvalhido. Este modelo representa uma viragem estratégica na mobilidade da cidade, marcada pela procura de maior autonomia, rapidez e adaptação às exigências de uma rede em transformação.

CARROÇÃO

CARRO DE TRAÇÃO ANIMAL Nº 8 “O AMARICANO”

Este tipo de carro surgiu pela primeira vez em 1832 nos Estados Unidos da América, razão pela qual ficou conhecido pelo nome de “Americano”.

O carro n.º8 apresenta caraterísticas similares às dos veículos que eram produzidos pela Companhia inglesa “The Starbuxk Car  Qagon Company, Ltd.”, tendo sido provavelmente adquirido a esta empresa na década de 1870.

CARRO ELETRICO Nº22

Este veículo apresenta algumas caraterísticas similares às dos carros de raça “John Stephenson” que eram produzidos pela Companhia inglesa “The Starbuck Car & Wagon Company, Ltd”. A sua origem e data de fabrico são desconhecidos.

O carro elétrico n.º 22 era originalmente um carro de tração animal. Com o aparecimento da tração elétrica no Porto em 1895, este e outros carros do mesmo tipo foram motorizados passando a circular como carros elétricos.

CARRO ELETRICO Nº100

Este carro elétrico é uma réplica de um veículo com as mesmas caraterísticas que ardeu num grande incêndio ocorrido no edifício da “Remise” da Boavista, na madrugada do dia 27 de Fevereiro de 1928.

A Companhia Carris de Ferro do Porto possuía, pelo menos, dois carros elétricos deste tipo que circulavam durante a época balnear, desde o ano de 1910 quer com a tração animal e a máquina a vapor, e depois com tração elétrica.

CARRO ELETRICO Nº163

Este carro elétrico apresenta algumas caraterísticas similares às dos veículos que eram produzidos pela empresa Americana “John George Brill Company, Ltd”, tendo sido provavelmente adquirido a esta Companhia no princípio do século XX.

Este veículo foi totalmente restaurado em 1992/93 nas oficinas da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP, SA).

CARRO ELETRICO Nº247 “O INGLÊS”

Este carro elétrico foi adquirido em 1909 pela Companhia Carris de Ferro do Porto. Ficou conhecido pelo nome de “inglês” por ter sido fabricado pela empresa inglesa “United Electric Car Company” de Preston.

Em 1925 foi totalmente reconstruído tendo perdido algumas das suas caraterísticas originais, nomeadamente no que se refere aos seus painéis frontais que eram mais baixos e às suas janelas que eram mais altas.

Conjunto 2: Coleção de pequeno porte

Reúne artefactos que podem ser facilmente movimentados manualmente, sem mecanismos, incluindo fardas de trabalho, instrumentos técnico-científicos e acessórios (chapas de identificação, sacolas, luvas, entre outros).

O que podemos ver?

Conjunto 3: Coleção Documental

Inclui todos os documentos relacionados com a história dos transportes urbanos sobre carris no Porto, abrangendo bilhética (títulos de viagem e passes) e fotografia (negativos, diapositivos, digitais).

O que podemos ver?

Conjunto 4: Coleção da Sala das máquinas

Preserva o número histórico da antiga Central Termoelétrica de Massarelos, com máquinas de grande valor técnico e histórico provenientes da Suíça e Alemanha, usadas na produção de energia elétrica entre 1915 e 2012.

O que podemos ver?

Conjunto 5: Coleção Lúdico-Pedagógica

Composta por objetos que podem ser manipulados para fins educativos, de demonstração ou lúdico-pedagógicas, destacando-se pela sua originalidade e caraterísticas industriais.

O que podemos ver?

Mais informações aqui ou no código QR ao lado.

  • Museu do Carro Elétrico

    O Museu do Carro Eléctrico preserva a história e o desenvolvimento dos transportes coletivos urbanos sobre carris na cidade do Porto, desde 1871 até à década de 1950.

  • Palacete de Belmonte

    Edifício construído na primeira metade do século XVIII para residência de uma família nobre, constitui um exemplar significativo da arquitetura setecentista.

  • Póvoa Arena

    Espaço multiusos de referência ao serviço da cultura e do lazer.

  • Monumento de homenagem ao povo de Póvoa de Varzim

    Este monumento serve como um tributo ao povo poveiro, celebrando a sua identidade e a sua ligação intrínseca à história e ao quotidiano da Póvoa de Varzim.

  • Mosteiro de S. Domingos de Donas

    O “Mosteiro de S. Domingos de Donas de Vila Nova de Gaia” ou Convento de Corpus Christi, de religiosas dominicanas, foi fundado em 1345 por D. Maria Mendes Petite, viúva do trovador dionisino Estevão Coelho e mãe de Pêro Coelho, um dos participantes no assassínio de D. Inês de Castro.

Comentários


Ainda não há comentários sobre este artigo.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *