
Época de construção
Classificação
Localização
R. Conde Dom Henrique3, 4800-412 Guimarães
Descrição
Foi mandado construir pelo oitavo Conde de Barcelos (mais tarde, primeiro Duque de Bragança), D. Afonso, filho ilegítimo do rei D. João I. A sua construção decorreu entre 1420 e 1433 e dever-se-á ter iniciado aquando do segundo casamento de D. Afonso com D. Constança de Noronha.
Julga-se que durante a centúria de Quinhentos o Paço ainda foi utilizado como residência dos Duques de Bragança, tendo depois, paulatinamente, entrado numa fase de abandono e consequente ruína. No século XIX, por altura das invasões francesas, o Paço foi adaptado a Quartel Militar. E, no século seguinte, em pleno regime do Estado Novo, o Paço dos Duques é reconstruído, tendo a intervenção decorrido entre 1937 e 1959.
É inaugurado a 25 de Junho de 1959, ano em que passou a ser Residência Oficial do Presidente da República no Norte do País. As peças que decoram as salas abertas ao público pretendem criar no visitante a ilusão de que está a entrar numa casa habitada. Merecem especial destaque as coleções de tapeçaria, mobiliário, cerâmica, pintura e armaria.



Desde a abertura do Paço dos Duques ao público que este grande espaço é designado como Salão dos Passos Perdidos. No entanto, na sua origem, não sabemos exatamente como seria. Nesta área, apenas o piso térreo chegou ao século XX.
Durante a requalificação arquitetónica do Paço dos Duques – realizada entre 1937 e 1959 – optou-se por acrescentar mais dois andares ao piso térreo, dando, deste modo, origem ao Salão dos Passos Perdidos tal como atualmente a conhecemos.



Nesta sala encontram-se algumas das armas reunidas pelo 2º Visconde de Pindela, Vicente Pinheiro Lobo Machado de Melo e Almada (Guimarães, 1852 – Vila Nova de Famalicão, 1922), político, administrador colonial, diplomata português e escritor.
Ao longo da vida, foi reunindo uma relevante coleção e armas, com as quais decorava os espaços da sua casa. Em 1942, os objetos acabaram por integrar a coleção do Museu de Alberto Sampaio, tendo, em 1959, transitado para o Paço dos Duques de Bragança.
Esta coleção, composta, principalmente, por armas brancas, de fogo e elementos de armaduras, compreendidas entre os séculos XV e XIX, “foi uma das mais importantes coleções privadas de armamento que se reuniram no Norte de Portugal no Séc. XIX e inícios do Séc. XX”.
[Mário Jorge Barroca, Armamento medieval no espaço português, 2000, p.261].


Esta sala chama-se sala de passagem pois estabelece a ligação entre o Salão dos Passos Perdidos e o Salão de Banquetes.
Tal como em quase todas as salas do Paço, também aqui existe uma lareira usada nas épocas frias do ano para aquecer o ambiente.
No meio da sala, um bufete e algumas cadeiras recriam um espaço de estar.
Peças de mobiliário, escultura, têxtil, cerâmica, pintura e metal ajudam a criar ambiente.


O Paço dos Duques foi construído na primeira metade do século XV, mas não há bem a certeza de como seria a distribuição dos espaços à época.
Aquando da reconstrução – realizada entre as décadas de 1930 e 1950 – erigiu-se este enorme salão com base em vestígios encontrados no edifício.
Terminadas as obras, a comissão encarregue de “mobilar” o edifício decidiu decorar este espaço como se de um salão de banquetes se tratasse. Enquanto Residência Oficial do Presidente da República no Norte do País este espaço foi palco, por várias vezes, de faustosas receções.


Devido às obras de requalificação, este espaço foi reconvertido temporariamente numa Câmara de Dormir.
Os contadores, de que existem vários exemplares nesta sala, são peças de mobiliário, de forma retangular, munidos de muitas gavetas (por vezes com fechadura ou combinações secretas), nas quais se guardava dinheiro, joias, documentos e outros objetos de valor e de pequeno porte. Os contadores pousavam inicialmente sobre uma qualquer mesa ou estrado, começando, mais tarde, a fazer conjunto com uma mesa criada propositadamente para o efeito.



Nesta sala recriou-se um espaço destinado às refeições de uma época posterior à edificação do Paço dos Duques.
Desde a Idade Média que existe o costume de tornar os espaços habitacionais mais confortáveis decorando as paredes com panos de armar (panos de lã, damascos, tapeçarias) ou com guadamecis (couros lavrados e pintados). De facto, em 1580, os venezianos Tron e Lippoman, quando estiveram em Lisboa, relatam que os portugueses tinham por hábito ornar os espaços “de tal modo que na verdade ficam magníficos. Costumam forrar os aposentos de rasos (panos de lã sem felpa) de damascos e finíssimos razes (panos de rás, tapeçarias) no inverno, e no verão de couros dourados muito ricos (guadamecis), que se fabricam naquela cidade”.


As diversas salas que constituem o Paço dos Duques estruturavam-se em volta do pátio com galerias (inferior e superior). No século XV, no meio do pátio, existia um passadiço com galeria inferior, o qual permitia a ligação direta – a nível do piso 1 – entre capela (ala nascente) e a ala poente (onde hoje, a nível do piso 0, se situa a entrada principal do Paço).




Chama-se a atenção do visitante para o portal de entrada no qual se encontra um conjunto de colunas cujos fustes são em mármore. Diz-se – se bem que sem prova documental – que terão pertencido ao palácio de Çala-ben-Çala em Ceuta, tendo sido trazidos, em 1415, por D. Afonso – 1.º Duque de Bragança – o qual nessa data participou na conquista daquela praça.




Este salão encontrava-se, à data da criação deste post, encerrado temporariamente, devido à realização de obras de manutenção/restauro.
No século XV – altura em que o Paço era habitado por D. Afonso, Duque de Bragança, e sua mulher, D. Constança de Noronha – este seria o espaço nobre do edifício. Daqui se teria acesso aos espaços mais privados e apenas utilizados pelos Duques.
Para mais informações clica aqui ou lê o código QR ao lado.

Esta antecâmara encontrava-se, à data da criação deste post, encerrada temporariamente devido à realização de obras de manutenção/restauro.
Nos Paços Senhoriais – ao contrário do que é vulgar nas casas de hoje – não existiam corredores. As câmaras – como então se dizia – sucediam-se umas às outras, caminhando-se dos espaços públicos para os espaços cada vez mais privados.
Ao entrar nesta antecâmara está a ter-se acesso ao que era o espaço de intimidade de D. Afonso – 1.º Duque de Bragança – e ao qual apenas acediam os que com ele privavam. Esta sala está imediatamente a seguir à Sala Grande ou Aula (hoje Salão Nobre) onde o Duque recebia os que o procuravam.
Para mais informações clica aqui ou lê o código QR ao lado.

Esta “câmara de dormir” encontrava-se, à data da criação deste post, encerrado temporariamente, devido à realização de obras de manutenção/restauro.
Esta “câmara de dormir” – tal como a antecâmara que lhe é contígua – integrava os aposentos privados de D. Afonso – 1.º Duque de Bragança – os quais se desdobravam em dois pisos e eram constituídos por seis câmaras: três no primeiro andar e outras três no segundo andar.
Para mais informações clica aqui ou lê o código QR ao lado.

Este salão encontrava-se, à data da criação deste post, encerrado temporariamente, devido à realização de obras de manutenção/restauro.
Esta câmara – em conjunto com a antecâmara e a câmara de dormir – constituíam os três aposentos privados de D. Afonso, Duque de Bragança, que se situavam no primeiro andar, havendo mais três no piso superior.
Para mais informações clica aqui ou lê o código QR ao lado.

Esta sala encontrava-se, à data da criação deste post, encerrado temporariamente, devido à realização de obras de manutenção/restauro.
Esta sala situa-se num dos torreões do Paço, na ala poente, sendo a dimensão e distribuição das “câmaras” (aposentos) muito semelhante às do torreão destinado aos cómodos privados do Duque de Bragança no século XV. Repare-se que a porta que daqui dá acesso à “Aula” ou “Sala Grande” fica de face para a porta da que era a antecâmara do Duque de Bragança. Não se sabe a quem se destinaria este torreão, mas teria seguramente um uso nobre.
Hoje designa-se “Sala de S. Miguel” dado aqui se encontrar uma escultura de vulto de “S. Miguel Arcanjo”.
Para mais informações clica aqui ou lê o código QR ao lado.

Esta câmara encontrava-se, à data da criação deste post, encerrado temporariamente, devido à realização de obras de manutenção/restauro.
Esta câmara seria provavelmente uma câmara de dormir – dada a parecença com a “câmara de dormir” do Duque de Bragança – situada na ala nascente. A sua menor dimensão permitia criar no quarto um ambiente mais acolhedor e ameno nas noites mais frias.
Para mais informações clica aqui ou lê o código QR ao lado.

Deixe um comentário