
Época de construção
Séculos XIX / XX
Classificação
Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 45/93, DR, 1.ª série-B, n.º 280 de 30 novembro 1993 *1 / EFIP – Espécies Florestais Classificadas de Interesse Público, DR, 2.ª série, n.º 276, 28 novembro 1996.
Localização
Praceta Domingos D’Avilez Av. da República
Descrição
Aberto ao público na década de 40, este grande espaço verde da junção do jardim do Palácio Condes Castro Guimarães com a propriedade do Visconde da Gandarinha, que já era utilizado como quinta de recreio, lazer e produção desde a primeira metade do século XVI. Esta propriedade havia sido comprada à Misericórdia de Cascais pelos Carmelitas Descalços, sob patronato de D. António de Castro.
Instalado na “Torre de S. Sebastião” mandada edificar em 1897 por Jorge O´Neill, de ascendência irlandesa, está inserido na “arquitetura de veraneio”, de acentuado revivalismo Oitocentista. Em 1910 o edifício foi adquirido pelos Condes de Castro Guimarães que o legaram ao Município de Cascais para “Museu Municipal e Biblioteca Pública”, tendo aberto ao público em 1931. O acervo do Museu é essencialmente constituído por pintura e escultura portuguesa e estrangeira, mobiliário nacional, europeu e oriental, ourivesaria portuguesa e estrangeira, porcelanas orientais, armaria, peças egípcias e ícones russo. Merece destaque, no núcleo de livros antigos, a Crónica de Dom Afonso Henriques, do século XVI.



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Fonte integrada no programa arquitetónico exterior do Palácio dos Condes de Castro Guimarães. É composta por um grande espaldar de alvenaria e tanque de pedra, amos de gosto oitocentista, com um leão de pedra lioz – original ou réplica dos modelos quinhentistas – a jorrar água para o tanque. Ao espaldar, de traço erudito e com frontão contracurvado, foi aplicado um painel de azulejos do século XVIII, em tons de azul e branco, representando a Assembleia de Teólogos sobre o Dogma da Imaculada Conceição, atribuído a Bartolomeu Antunes.

A Capela ou Ermida de São Sebastião data aproximadamente de 1594 e é revestida, tanto no exterior como no interior, com painéis de azulejos dos séculos XVII e XVIII. A Capela de São Sebastião integra-se, juntamente com o Museu Condes de Castro Guimarães e o parque, no conjunto de bens legados em 1927 pelos Condes de Castro Guimarães ao Município de Cascais, para uso e deleite da população. O seu traçado retangular insere-se na arquitetura tradicional portuguesa, designada por arquitetura “chã”, conceito criado pelo historiador americano George Kubler para definir o estilo arquitetónico dominante em Portugal entre os anos de 1521 e 1706.
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O antigo edifício da Casa dos Guardas e cavalariças do Palácio Condes de Castro Guimarães terá sido construído no início do século XX, ao mesmo tempo que a Torre de São Sebastião, aparecendo já referenciado nas plantas de 1912. As linhas estéticas presentes apontam para o estilo da “casa portuguesa” promovido pelos seguidores da obra de Raul Lino, embora, neste caso, já tenha tido alterações posteriores. Em 2013 recebeu obras de reabilitação e adaptação acolhendo, hoje, as coleções do decorador português Duarte Pinto Coelho. É, igualmente, sede da Cátedra Conde de Barcelona da Fundação Duques de Sória de Ciência e Cultura Hispânica em Portugal.


Em 1971, numa sala anexa à Biblioteca Municipal do Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães, foi criado um espaço dedicado ao público mais jovem, que viria, depois, a transformar-se na Biblioteca Fixa n.º 168 da Rede de Bibliotecas da Fundação Calouste Gulbenkian. O crescente interesse das crianças e jovens do concelho pela leitura conduziu à sua transferência, em 1975, para as instalações onde ainda hoje funciona e que dispõem de três áreas de livre acesso: a Sala Infantil, a Sala Juvenil e a Sala Polivalente. Com mais de 40 anos de história, a Biblioteca Infantil e Juvenil, instalada no Parque Marechal Carmona, integrou a Rede de Bibliotecas Fixas da Fundação Calouste Gulbenkian até 2003. Passando, desde então, a ser inteiramente gerida pelo município.
Edificado em 1912, com 7m de altura, esta construção em pedra ergue-se sobre um poço antigo, junto ao tanque de rega. Funciona como miradouro e é um verdadeiro ex-libris do parque, pois permite obter uma vista privilegiada de todo o relvado principal e não só.







A foz da ribeira dos Mochos forma esta pequena enseada de importante valor paisagístico, agora mais fechada pela Marina de Cascais. Numa pequena área podem ser observados vários imóveis representativos de Cascais: o Palácio dos Condes de Castro Guimarães, Casa de S. Bernardo, Casa de Santa Maria, Farol-Museu de Santa Marta e um pouco mais a poente o Farol-Design Hotel, antiga moradia dos condes da Penha Longa. O miradouro foi construído em 1932.



Monumento inaugurado em outubro de 1948, de autoria do escultor Leopoldo de Almeida e do arquiteto Miguel Jacobetty. É constituído por uma pedra cilíndrica, decorada com motivos vegetalistas em baixo-relevo, encontrando-se um pormenor decorativo em forma de pergaminho, com a designação do nome do parque e referência à data de aquisição. O monumento encontra-se ainda envolvido por um banco semicircular.
Trata-se de uma das principais linhas de água do concelho de Cascais e que nasce no planalto entre a Areia e a Aldeia de Juso. Tem um comprimento de 4930m e uma bacia hidrográfica superior a 5,6km2. Corre em leito maioritariamente construído, ou seja, entre muros de pedra ou alvenaria, sobretudo dentro das áreas habitadas. Pelo fato de atravessar zonas rurais ou de mata, constitui ainda um importante corredor ecológico, que promove a biodiversidade, e que incorpora valores culturais que se concretizam numa mãe-de-água e num troço de 300m de aqueduto.


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