

Época de construção
Séculos XX / XXI
Localização
Av. do Cristo Rei, 2800-058 Almada
Descrição
Em 1934 ao passar pelo Rio de Janeiro, o então Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel G. Cerejeira, ao ver a imponente imagem do Cristo Redentor do Corcovado, nasce no seu coração o desejo de construir semelhante obra frente a Lisboa. Em 1936 esta ideia é transmitida ao “Apostolado de Oração”, o qual a acolhe entusiasticamente. Para ser Nacional, o Monumento precisava de aprovação e cooperação de todos os Bispos Portugueses. Tal sensibilização aos Bispos é conseguida sendo proclamada oficialmente na Pastoral Coletiva da Quaresma de 1937.
Em 1939 inicia-se a II Guerra Mundial. Neste período a ideia da construção do Monumento a Cristo Rei ganha um novo sentido e vigor. Em 20 de Abril de 1940, em Fátima, os Bispos fazem um voto: “Se Portugal fosse poupado da Guerra, erguer-se-ia sobre Lisboa um Monumento ao Sagrado Coração de Jesus, sinal visível de como Deus, através do Amor, deseja conquistar para Si toda a humanidade. Portugal não entrou na Guerra e assim, intensificou-se a Campanha Nacional de angariação de fundos para a construção.
A 18 de Dezembro de 1949 é lançada a 1ª Pedra da construção do Monumento a Cristo Rei. A 17 de Maio de 1959 (Dia de Pentecostes) inaugurou-se o Monumento.
A imagem de Cristo Rei é da autoria de Mestre Francisco Franco e a imagem de Nossa Senhora da Paz, que se encontra na Capela do Monumento, é de Mestre Leopoldo de Almeida. O projeto tem como autores o Sr. Arquiteto António Lino e o Sr. Engenheiro D. Francisco de Mello e Castro.

A Irmã Maria do Divino Coração nascida Maria Droste zu Vischering, foi uma personalidade da mais elevada nobreza alemã e santa católica, religiosa da Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor e Madre Superiora do Convento do Bom Pastor do Porto, mais conhecida por ter influenciado o Papa Leão XIII a efectuar a consagração do Mundo ao Sagrado Coração de Jesus.
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Dentro dos quatro pilares do Monumento, símbolo dos quatro pontos cardeais, encontra-se a Capela de Nossa Senhora da Paz da autoria do Arquiteto Mário Lino.
A imagem que dá nome à capela, de Nossa Senhora da Paz, é obra do Mestre Leopoldo de Almeida, sendo uma réplica da mesma imagem que foi oferecida à igreja de Santo Eugénio, em Roma, por ocasião do Ano Santo de 1950.
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Este coração recorda as reveleções de Jesus a Sta. Margarida Maria Alacoque:
“Eis aqui este coração que tento tem amado os homens que a nada se tem poupado até se esgotar e consumir para lhes testemunhar o seu amor, e em reconhecimento não recebo da maior parte deles senão ingratidões por meio das irreverências e sacrilégios, tibiezas e desdéns que usam para comigo neste sacramento de amor (Eucaristia)”.
Jesus a Sta. Margarida Maria Alacoque 16/06/1675


Assim era conhecida no Santuário de Nossa Senhora de Fátima.
Venerada na Cova da Iria desde o dia 13 de Outubro de 1951 (encerramento do Ano Santo) até ao dia 10 de Fevereiro de 2004, altura em que é retirada devido à construção da nova Basílica-
Foi oferecida a este Santuário no dia 15 de Fevereiro de 2007, sendo inaugurada a 17 de Maio do mesmo ano.
Com a sua presença, gemina-se assim a Mensagem de Paz destes Santuários e concretiza-se, simbolicamente, as palavras proferidas pelo então Cardeal D. Manuel Gonçalves Cerejeira, no dia da Inauguração deste Monumento frente à imagem de Nossa Senhora, vinda da Capelinha das Aparições:
“…O Santuário de Cristo Rei levanta-se como complemento do Vosso Santuário da Cova de Iria…”

Junto à antiga Cruz Alta do Santuário de Fátima está a imagem do Imaculado Coração de Maria com quatro metros de altura. De terço nas mãos, recorda aos seus devotos a importância da sua recitação diária.
De braços estendidos e olhos fixos na imagem do seu Filho, convidando-nos, tal como na Bodas de Caná, a fazer tudo o que Ele nos disser.
A Fé católica assenta em quatro pilares: Mandamentos da Lei de Deus, Sacramentos, Credo e Oração.
Desta maneira, os quatro pórticos do Monumento fazem alusão a estes quatro temas catequéticos, representados em baixos-relevos de bronze.
Do lado norte, ladeando a porta principal estão os Dez Mandamentos entregues por Deus a Moisés, representados por várias figuras. Cada baixo-relevo representa um mandamento.

O lado sul é dedicado à Oração da Igreja. No exterior deste pórtico está o Pai-nosso, representado com as suas sete petições.

O lado Nascente é dedicado ao Credo, encontrando-se representadas as verdades fundamentais da fé católica.

Do lado poente, estão representados os Sete Sacramentos, esses sinais sensíveis, eficazes da graça que Cristo nos deixou.

Nos evangelhos encontramos fundamentados estes 4 pilares. Por isso, à volta do pedestal de Cristo Rei, a ladear os 4 pórticos, encontramos as esculturas dos quatro evangelistas: São Mateus, São Lucas, São Marcos e São João.




Ao longo do miradouro, foi edificado uma Via-Sacra. As 14 estações são compostas por cruzes em ferro perfurado, de maneira a não chocarem a paisagem, semideitadas, fazendo alusão à posição de Jesus quando levou a sua cruz até ao Calvário.
Cada estação é enriquecida por um baixo-relevo em bronze, com os motivos que lhe são próprios. Para ajudar a compreender estes mistérios, na base estão os textos bíblicos referentes e as respetivas meditações.














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