

Localização
R. Dr. Raúl Teixeira 71, 5300-091 Bragança
Descrição
As estruturas arqueológicas observáveis correspondem aos alicerces do braço sul do transepto e de parte da cabeceira da catedral que, no século XVIII, se projetou construir em Bragança.
O projeto, marcado por influências maneiristas e barrocas, era da autoria de António Stopanni Romano e consistia num templo de planta em cruz latina, com largo transepto e uma só nave, que, de acordo com a interpretação da totalidade das estruturas exumadas, tomaria uma orientação poente-nascente, com o acesso principal pelo lado da atual Praça Camões (antigas Eiras do Bispo).
Esta iniciativa prendeu-se com a transferência da sede da Diocese de Miranda para Bragança, ocorrida em 1754, sob auspícios do bispo D. Frei Aleixo de Miranda Henriques, que, em 1758, embora já na posse do Colégio e Igreja dos Jesuítas de Bragança para aí estabelecer a Sé Catedral, decidiu lançar, no quintal do mesmo colégio com a face, ou frontispício para as Eiras chamados do Bispo, a construção daquele que, no seu entender, seria formosíssima, e sem dúvida a melhor de todas as Sés do reino.
A sua edificação não ultrapassou, porém, a fase que os monumentais vestígios revelam, já que a interrupção das obras terá sido uma das consequências da mudança de D. Aleixo para a Diocese do Porto, em 1770.
Os vestígios identificados foram exumados no âmbito dos trabalhos arqueológicos realizados no decurso das obras de adaptação da ex-Escola Preparatória Augusto Moreno (antigo Colégio dos Jesuítas) a Centro Cultural de Bragança, que decorreram entre 2002 e 2004.
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