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Viajando por Portugal

Pelos caminhos de Portugal, vi tanta coisa linda, vi coisa sem igual.

Parque de Monserrate

José Torres
31.08.2025

Época de construção

Século XIX

Classificação

Localização

2710-405 Sintra

Descrição

O jardim romântico exuberante e o palácio, construídos por Francis Cook, um milionário inglês, são testemunhos ímpares do espírito eclético de oitocentos.

Por entre árvores exóticas, cascatas e lagos, caminhe na descoberta de um parque único.

Os jardins receberam espécies vindas de todo o mundo e foram organizados por áreas geográficas. O relvado fronteiro ao Palácio permite o descanso merecido, durante a descoberta de um dos mais ricos jardins botânicos existentes em Portugal.

Mapa disponível aqui.

O que podemos ver no Parque de Monserrate?
  • Relvado

É o primeiro relvado plantado em Portugal, apresentando uma extensão notável e uma superfície de dupla curvatura singular que exigiu um criativo sistema de rega.

Na sua base, junto ao lago, destaca-se a grande Araucária-de-Norfolk. É a árvore mais alta do jardim, medindo mais de 50 metros de altura.

  • Árvore Araucária-de-Norfolk

É a maior árvore do jardim, com mais
de 50 metros de altura. É proveniente da Ilha de Norfolk, no Pacífico.

  • Arco Indiano

Arco ornamental indiano adquirido por Sir Francis Cook a Charles Canning, Governador-Geral da Índia, após a Revolta dos Sipaios em 1857.

  • Arco Romano
  • Atelier

Estúdio de pintura de Sir Francis Cook
(1907-1978), bisneto do 1º Visconde
de Monserrate.

  • Café e Casa das Lembranças
  • Caminho Perfumado

Ladeado por pérgolas ornamentadas por Glicínias e Jasmim, espécies de forte odor na primavera

  • Escada do Caminho Perfurmado

Recentemente restaurada, a Escada do Caminho Perfumado repete os elementos decorativos das balaustradas dos terraços em torno do Palácio e faz a ligação ao jardim, tirando partido do efeito cénico do espelho de água proporcionado pelo Tanque dos Peixes.

A data da sua construção encontra-se, ainda, por determinar, embora tudo indique que a sua integração no parque corresponda aos últimos programas de remodelação do jardim, promovidos por Francis Cook nas últimas décadas do século XIX.

Encontra-se junto a um caminho ladeado por pérgolas ornamentadas por Glicínias e Jasmim, flores de intenso e agradável aroma.

  • Casa de Pedra

Edifício onde funcionava uma carpintaria no andar de cima e uma vacaria no andar de baixo, hoje sede da Parques de Sintra – Monte da Lua, S.A.

  • Guardaria

Entrada no Parque de Monserrate.

  • Jardim do México

Em meados do século XIX, as plantas mexicanas estavam em voga em muitos jardins europeus. Para poder ter a sua própria coleção de plantas mexicanas, Francis Cook escolheu uma zona de vale com grande exposição ao sol. Organizado em socalcos e integrando dois tanques pré-existentes, foi criado o Jardim do México. Nas cheias de 1983 este jardim foi muito afetado, os muros foram destruídos, o sistema hidráulico foi danificado e o solo e algumas espécies botânicas foram arrastadas. Em 2008 a OSML deu início ao processo de recuperação do Vale do México, que incluiu limpeza de laos, modelação dos terrenos, reconstrução de muros, reabilitação do sistema hídrico e dos percursos pedonais. De entre as vários espécies plantados destacam-se os agaves, as iúcas e as nolinas, entre outros.

  • Lagos Ornamentais

A água proveniente das minas e nascentes é armazenada em tanques e lagos para ser utilizada para diversos fins, como a rega dos jardins. Para além disso, estes locais proporcionam um habitat privilegiado para espécies que dependem do meio aquático, tais como anfíbios, de que são exemplo a Salamandra de pintas amarelas e duas espécies que existem na Península Ibérica: o Tritão de ventre laranja a s mais rara Rã de focinho pontiagudo.

  • Minas de água

As minas e água são túneis escavados no subsolo para extrair água subterrânea resultante das chuvas. Estão associados a complexos sistemas de canaletes, aquedutos e levadas que permitem o abastecimento de fontes, represas e linhas de água dos jardins. Muitos animais beneficiam também destas estruturas, nomeadamente as espécies cavernícolas ou com elevada dependência de água tais como alguns morcegos e anfíbios, para as quais a preservação das minas de água é fundamental.

  • Ruína

A ruína de Monserrate é um edifício contemporâneo do primeiro Palácio de Monserrate, mandado construir por Gerard de Visme em 1790.

A sua função original terá sido como ornamento de paisagem, sendo também referido como local para alojar os tratadores d cavalos.

Trata-se de uma construção singular, única testemunha física da arquitetura do palácio de Gerard de Visme, com as mesmas janelas, ameias, pináculos, cantarias, estuques e fingimentos que aparecem nas gravuras do palácio.

O edifício já estava em ruinas aquando da chegada de Francis Cook a Monserrate.

Em 1860 foi descrito por Thomas Cargill, no seu poema sobre Monserrate “Fairy life in Fairy Land”, como uma “ruined fane”, ou seja, um templo em ruínas (“fane” vem do latim fanum que significa templo ou santuário), dando origem à ideia de que se tratava de uma capela.

Não se conhece a data exata da plantação da árvore-da-borracha-australiana neste local. A primeira referência data de 1929, mas a sua origem pode ser bastante anterior.

A aparente fusão entre o edifício e a árvore representa a supremacia da Natureza sobre o Homem.

  • Tanque dos peixes
  • Vale dos Fetos

O Vale dos Fetos é uma das expressões mais significativas do colecionismo caraterístico do Romantismo do século XIX. Aqui é possível encontrar uma coleção de mais de 40 espécies de fetos, das quais se destacam os fetos arbóreos, que se assemelham a pequenas palmeias.

As excelentes condições naturais, relevo e de clima da serra de Sintra, permitiram a Francis Cook aqui criar uma das mais belas coleções ao ar livre de fetos existentes, à época, na Europa. Exposto a norte, este vale atinge elevados níveis de humidade-

Por outro lado, está rodeado de árvores de folha caduca, como os plátanos, que atuam como barreira protetora contra os ventos de norte. Adicionalmente, as folhas das árvores protegem os fetos de sol excessivo durante o verão. No inverno, a ausência de folhas permite aos fetos captarem luz. Grande parte das plantações atuais resultam de um trabalho de recuperação progressivo, em curso desde 2008.

Para mais informações clica aqui ou lê o código QR ao lado.

  • Sé Velha de Coimbra

    Edificada no séc. XII com projeto de Mestre Robert, em estilo românico, nela se encontra os túmulos de D. Sesnando, 1º Governador da cidade, D. Vataça, princesa bizantina, aia de Isabel de Aragão, e do Bispo-Conde D. Afonso de Castelo Branco.

  • Sé Nova de Coimbra

    Começou a ser construído em 1598 o Colégio das Onze Mil Virgens pela Companhia de Jesus, que estava instalada na cidade desde 1541. As obras desenvolveram-se com lentidão e a igreja apenas foi inaugurada em 1698.

  • Convento e Igreja De Nossa Senhora dos Anjos

    O Convento de Nossa Senhora dos Anjos foi fundado canonicamente em 1494 pelos Frades Eremitas de Santo Agostinho.

  • Castelo de Montemor-o-Velho

    De origem muçulmana, Montmayur é descrita no século X como uma poderosa fortaleza. A sua posição estratégica tornou-a particularmente cobiçada por forças cristãs e muçulmanas, o que explica os inúmeros combates aqui travados.

  • Pórtico e Solar dos Pinas

    A primeira referência ao Solar dos Pinas data do casamento de Lopo Fernandes de Pina, que, tendo desposado uma dama montemorense, D. Leonor Gonçalves, mandou erguer na vila uma grande casa senhorial, cercada e coroada de ameias.

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